segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Hora do almoço!

13: 25 h
Hora de almoçar?
Tô aqui pra dizer que eu fiz um miojo delicioso, com ovos fritos, ralei cenoura e piquei meio tomate!
Eu vou almoçar sozinho, hoje. Contudo, não me sinto sozinho! = )
Amigos, vou comer pensando nos almoços de vcs!
: *


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Depois de um tempo sem postar, apareceu uma coisa que realmente vale a pena de ser publicada e eu não vou deixar essa passar não..
Um curta-metragem muito boniito, que mostra a luta cotidiana entre o amor e a solidão!


http://www.youtube.com/watch?v=uy0HNWto0UY

terça-feira, 19 de outubro de 2010

O poetinha vagabundo

Porque a poesia é um retrato escrito da vida, que  serve pra guardar na memória o que a gente vê acontecer  todos os dias e, principalmete, o que a gente não vê..
Resolvi prestar uma homenagem ao Vinicius de Moraes, publicando um de seus melhores poemas.

Esse poema é muito bom!   *.*

O haver 

Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo:
— Perdoai! — eles não têm culpa de ter nascido...

Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.

Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer balbuciar o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.

Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia de simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.

Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano, ou essa súbita alegria
Ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem memória...

Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera cega em face da injustiça e do mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de sua inútil poesia e sua força inútil.

Resta esse sentimento da infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa tola capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem de comprometer-se sem necessidade.

Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo esse desejo de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não têm ontem nem hoje.

Resta essa faculdade incoercível de sonhar
E transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante

E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.

Resta essa obstinação em não fugir do labirinto
Na busca desesperada de alguma porta quem sabe inexistente
E essa coragem indizível diante do Grande Medo
E ao mesmo tempo esse terrível medo de renascer dentro da treva.

Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem história
Resta essa pobreza intrínseca, esse orgulho, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do próprio reino.

Resta essa fidelidade à mulher e ao seu tormento
Esse abandono sem remissão à sua voragem insaciável
Resta esse eterno morrer na cruz de seus braços
E esse eterno ressuscitar para ser recrucificado.

Resta esse diálogo cotidiano com a morte, esse fascínio
Pelo momento a vir, quando, emocionada
Ela virá me abrir a porta como uma velha amante
Sem saber que é a minha mais nova namorada.

sábado, 2 de outubro de 2010

Do amoroso esquecimento


Eu agora, que desfecho,
já nem penso mais em ti,
mas será que nunca deixo,
de lembrar que te esqueci?
                
                      - Mário Quintana

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A porta

Pessoal, acordei agora do sono de depois do almoço, são 15:20 da tarde, tô indo pra faculdade. Mas não sem antes postar uma coisa que veio para mim hoje, como luva para uma mão que sente frio! 
Um beijo a todos! 










terça-feira, 21 de setembro de 2010

Mais um conto, que em homenagem ao meu amigo Jarbas, eu gostaria de acrescentar: Não vai mudar nada na sua vida!

A fome

     Eu entro na porta e me sento: Boa noite. Lá vem a menina, sorrindo cansada.
     - O que vai querer?
     -Você - eu podia dizer, mas me contento com: - Um x-eggs completo, por favor.
     A garçonete se vira, eu queria saber mais sobre ela. Não queria sentir esse ar de falsa cordialidade entre nós. Não queria que ela me tratasse bem só porque sou cliente, queria que ela me tratasse como mereço e mereço pouco, já que não significo nada para ela, nem nos conhecemos. Eu queria significar. 
     - Vai querer mais alguma coisa?
     - Sim, um refrigerante - E depois de desperdiçar essa segunda chance de dizer o que realmente quero, começo a pensar como seria se eu respondesse "você", enquanto espero pacientemente que ela traga meu lanche.
     Eu como, esperando a hora de poder chamá-la de novo pra pedir a conta. Eu pago, esperando que ela venha me trazer o troco. Eu me viro e me vou, esperando sentir fome de novo.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Soucit

Estou lendo um livro muito bom, que me foi dado por alguém muito especial!
Recentemente cheguei num capítulo interessante, no qual se explicou uma coisa, que seria bom que todos soubessem:

     Todas as línguas derivadas do Latim formam a palavra "compaixão" com o prefixo com e a raiz passio, que originariamente significa "sofrimento". Em outras línguas, por exemplo em Tcheco, em Polonês, em Alemão, em Sueco, essa palavra se traduz por um substantivo formado com um prefixo equivalente seguido da palavra "sentimento" (em Tcheco: soucit; em Polonês: wspol-czucie; em Alemão:mitgefühl; em Sueco: med-känsla).
     Nas línguas drivadas do latim, a palavra compaixão significa que não se pode olhar o sofrimento do próximo com o coração frio, em outras palavras: sentimos simpatia por quem sofre. Uma outra palavra que tem mais ou menos o mesmo significado: piedade( em inglês: pity; em italiano: pietá, etc.), sugere uma espécie de indulgência em relação ao ser que sofre. Ter piedade de uma mulher significa sentir-se mais favorecido do que ela, é inclinar-se, abaixar-se até ela.
     É por isso que a palavra compaixão inspira, em geral, desconfiança: designa um sentimento considerado de segunda ordem que não tem muito a ver com o amor. Amar alguém por compaixão não é amar de verdade.
     Nas línguas que formam a palavra compaixão não com a raiz "passio: sofrimento", mas com o substantivo "sentimento", a palavra é empregada mais ou menos no mesmo sentido, mas dificilmente se pode dizer que ela designa um sentimento mau ou medíocre. A força secreta de sua etimologia banha a palavra com uma outra luz e lhe dá um sentido mais amplo: ter compaixão (co-sentimento) é poder viver com alguém sua infelicidade, mas é também sentir com esse alguém qualquer outra emoção: alegria, angústia, felicidade, dor. Essa compaixão(no sentido de soucit, wspolczucie, med-känsla) designa, portanto, a mais alta capacidade de imaginação afetiva - a arte da telepatia das emoções. Na hierarquia dos sentimentos, é o sentimento supremo.
    
                                              - Trecho extraído do livro "A insustentável leveza do ser", de Milan Kundera.
                                              




segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A esperança

"—Bom, feliz talvez ainda não. Mas tenho assim... aquela coisa... como era mesmo o nome? Aquela coisa antiga, que fazia a gente esperar que tudo desse certo, sabe qual?
— Esperança? Não me diga que você está com esperança!
— Estou, estou".
                                                                   (Caio Fernando Abreu)
                              
 Depois disso, não é preciso acrescentar mais nada.

sábado, 11 de setembro de 2010

Primeira postagem parece complicado, eu nunca tive blog!
Sendo objetivo, gostaria de dizer que esse blog servirá pra colocar coisas que acontecem no meu dia e que eu não gostaria que fossem esquecidas(coisas de qualquer natureza), principalmente as coisas poéticas e artísticas, que conseguem tocar nossa alma mais no fundo!
Beijo pra todos que me lerem, tô famoso agora! *.*