"—Bom, feliz talvez ainda não. Mas tenho assim... aquela coisa... como era mesmo o nome? Aquela coisa antiga, que fazia a gente esperar que tudo desse certo, sabe qual?
— Esperança? Não me diga que você está com esperança!
— Estou, estou".
(Caio Fernando Abreu)
Depois disso, não é preciso acrescentar mais nada.
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ResponderExcluirJá cuidei de uma plantinha que chamei Esperança. Era incrível como ela refletia minha própria esperança, mesmo no período em que eu a deixei sob cuidados de outra pessoa. Ela ficava forte ou parecia estar morrendo de acordo com a minha capacidade de acreditar.
Quando eu a via, era surreal perceber o que acontecia. Parece loucura, mas era real. Eu conversava com ela de vez em quando. (ok, isso também não PARECE coisa de gente sã). E muitas vezes pensava: "ahh, foi só coincidência ela estar assim, exatamente como sinto o meu peito", mas era coincidência demais isso acontecer sempre.
A bichinha passou por poucas e boas. Não cresceu muito. Aliás, foi é muito pouquinho. Já foi infectada por fungos, e não foi por falta de cuidado. Foi replantada duas vezes, uma vez só com uma folhinha pequenininhazinha, um brotinho que se salvou. Era cuidada, a minha verdinha, como minha maior preciosidade, e eu nem sabia porque todo aquele apego quando comecei.
Até que um dia ela morreu.
De vez.
Sem mais nenhuma possibilidade de ressureição.
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"Depois disso, não é preciso acrescentar mais nada."
Desculpa aí o tom meio pessimista, é que sempre que vejo essa postagem lembro da minha Esperança, que se foi.
ResponderExcluir.
[ela era muito mais linda que aquele inseto que apareceu por aqui. (com todo respeito, dona 'esperança-bicho-folha'.)]